Skip to content →

Mais Esperto que “Os Espertos”

Aconteceu agora há pouco. Eu estava no Supermercado Guanabara com 4 itens no carrinho (aliás, que fim levaram as cestinhas?). Procurei os caixas rápidos, que lá são para 15 volumes. Como de costume, mil pessoas nessa fila, com bem mais de 15 volumes. Na verdade, bem mais de 30. Adoro esse povinho sem educação. Só que não.

Só 4 caixas rápidos estavam abertos, e nos caixas normais (os lentos?) as filas estavam muito piores. Decidi encarar os caixas de 15 volumes, junto daquela galera bacana. Claro que nem todo mundo na fila é assim tão mau educado, tinha uns poucos que tinham mesmo 15 volumes ou menos. Esses, em minoria, reclamavam baixinho. Eu, bem irritado, mas também sem querer criar confusão, estravazei pelo Twitter.

Enquanto cortava as palavras para caber em 140 caracteres, notei um funcionário de gravata, tipo gerente, chegando sorrateiro. Ele trazia uma operadora de caixa e a deixou em um dos caixas que estava fechado. Depois que ela futucou um pouco o computadora, esse gerente foi até um das f4 filas, escolheu um cliente que carregava muito pouca coisa. Era uma senhorinha e ele falou algo para ela bem baixinho. Ela saiu da fila e foi atrás dele até aquele quinto caixa, que continuava fechado. Então o cara pendurou no carrinho dela a placa que dizia “caixa fechado”, indicando que ninguém deveria entrar na fila atrás dela. Não sei se mais alguém percebeu, mas eu achei a atitude dele muito legal.

E foi aí que ele se aproximou de um cara e também o convidou para aquele caixa – que continuava fechado. Conduziu o cliente até lá e repetiu isso mais umas 4 ou cinco vezes, antes de trazer a sorte para o meu lado. Eu aceitei a oferta e fui.

Teve gente que entrou nessa fila atrás de mim reclamando, que deveria ter sido chamado antes. Então tá. Teve um espertinho, desses de carrinho cheio, que queria entrar nessa fila também, mas foi avisado pelo gerente que o caixa estava fechado e o último da fila seria o último a ser atendido.

Enfim, o tal gerente (eu acho que era), que li no seu crachá que se chamava Otávio, deixou penar nas filas apenas os que não deveriam estar ali. E fez isso sem discutir com ninguém e sem ser rude. Eu fui para casa feliz, e aprendi que esse pessoal sem educação, metido a ser mais esperto que os outros, pode ser vencido com inteligência. Parabéns Sr. Otávio.

 

Published in Cotidiano Educação